Para refrescar a memória, da série diálogos impudentes. Conversa entre Aécio Neves e Joesley Batista. Falta o quê?

“Joesley: Tenho que falar duas coisas com você. Primeira coisa, sua irmã teve lá [na JBS].

Aécio: Obrigada por ter recebido ela.

Joesley: Ela me falou de pagar dois advogados, mas não dá mais para ser assim. Eu consigo o que vem [dinheiro] das minhas lojinhas.

Aécio: Como é que a gente faz?

Joesley: Se for o Fred, eu ponho um menino meu. Se for você, vou eu. Tem que ser entre dois.

Aécio: Tem que ser um que a gente mata se ele delatar. Vamos combinar o Fred e alguém seu. Você vai me ajudar para caralho (…). Como é que o Fred faz?

Joesley: O menino entra em contato com o Fred e [entrega] 500 [mil reais] por semana. Eles se acertam.

Joesley: Segunda coisa, coincidentemente, o Dida [Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras] me disse que você vai indicar o presidente da Vale.

Joesley: Ele falou: “Porra, sei que você conhece o Aécio, fala meu nome. E eu disse: Dida, vamos ser pragmáticos (…), eu não vendo nem compro nada da Vale, você consegue arrumar esse valor aqui?” E ele: “Porra, deixa eu estudar.” Hoje ele mandou uma mensagem dizendo que arruma.

Aécio: O nosso negócio é olho no olho. Vou falar para você o que não falei para ninguém. Nomeie o presidente da Vale hoje. Eu fiz um negócio raro para caramba. Coloquei o cara dentro do headhunter. (…)

Aécio: A Vale tem quatro grandes núcleos. Tudo bem que você não vende nada para a Vale, mas você tem interesses. Podemos encaixar ele mais para frente. Diga ao Dida que o negócio da Vale está resolvido, mas que a Vale é um mundo”.

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