Onde anda o prefeito?

Noticia-se que o prefeito Arthur Virgílio Neto encontra-se em lugar incerto. Após anunciar-se acometido de um câncer de próstata e em plena crise do sistema de transporte coletivo, o prefeito simplesmente desapareceu, transferindo ao vice Marcos Rotta a condução do grave imbróglio provocado pelo aumento das passagens de ônibus em Manaus, em valores escorchantes, que saltaram de R$ 3,0 para R$ 3,80, um ato de extrema violência contra a economia popular, já combalida pela recessão e pelo desemprego crescente no país.

Como é elementar, na condição de homem público, Arthur tem obrigação de prestar contas de todos os seus atos aos manauaras que o elegeram, especialmente em relação à sua saúde, que interessa de perto à população da cidade. É evidente que todos esperam que o prefeito consiga vencer as atuais dificuldades que enfrenta, mas, ao mesmo tempo, é indispensável que se tenha um quadro real de sua situação. Em nome da verdade, seria até mesmo aconselhável que o prefeito divulgasse um laudo ou relatório médico circunstanciado de sua enfermidade e das condições exigidas para que fosse debelada ou vencida.

Neste momento, o ideal é que haja transparência e absoluta honestidade no conjunto de informações que devem ser levadas à sociedade, notadamente em relação ao destino do prefeito, em momento tão delicado de seu estado de saúde.

Com a palavra, quem de direito ou o próprio vice-prefeito Marcos Rotta.

 

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