O BADERNAÇO DO FLA FOI FUTEBOL?

       Vi várias vezes a grande esculhambação que aconteceu no Maracanã, durante o péssimo jogo de futebol apresentado, mais uma vez, por uma equipe brasileira em jogos internacionais.

Estarrecedor!

O Flamengo é uma equipe que há muito não está merecendo que sua fiel torcida vá até a sala para ver um jogo seu. Mais de cem mil torcedores foram ao Maracanã para ver a decisão da Sul Americana contra o Independiente de Buenos Aires. Quem viu o primeiro jogo, em Buenos Aires, e conhece um pouquinho de futebol, sabia que o Flamengo não seria páreo para o time argentino.

O Flamengo e todos os timinhos brasileiros, perderam a qualidade do passe, o principal fundamento do futebol. São dezenas de passes errados por jogadores que já estiveram na seleção brasileira e nada se conserta. Os cronistas ainda falam do toque refinado do jogador brasileiro. São uns cegos. A final do Santos com o Barcelona, em Tóquio, foi uma brincadeira de titulares e juvenis, onde os juvenis do Santos, ficaram na roda por noventa minutos.

O Flamengo perdeu o torneio pelos excessivos passes errados, onde a figura de William Arão é de um exagero incompreensível.

A ida para o Maracanã era uma festa, agora, uma batalha. A saída era uma glória, agora uma tragédia. O durante é uma desgraça. Para entrar, as crianças são levantadas pelos pais e machucadas nas ferragens das catracas. Calcula-se que oito mil entraram sem pagar. O que não se diz é que entraram com bilhete comprado, por onde deu para entrar no estádio.

Ézio, Chiquinho Garcia, Silvio Lifistch, eu e mais umas seis pessoas, em Milão, vimos os hooligans ingleses aprontarem contra a Polizia. Entraram no cacete, mas mostraram que havia uma insatisfação contra as normas do seu país, há muitos anos estudada.

A insatisfação que eu vi nos espaços internos e externos do Maracanã não dizia nada com o futebol. Todos sabiam que não caberia aquele mundo de gente no pequeno Maracanã. Assim mesmo foram para a praça de guerra e quebraram, roubaram e sujaram tudo que encontravam pela frente, antes, durante e depois do jogo.

Há quem diga que invadiram o campo sem alambrados. Sim, umas trinta pessoas desceram ao campo de futebol, mas nem pensaram em agredir o péssimo time do Flamengo e muito menos os argentinos, que receberam orgulhosos e pacificamente, suas medalhas.

Tomara que eu esteja errado, mas a insastifação sobre o momento político do Brasil, e, particularmente, do Rio de Janeiro, não é para se brincar de fazer festões e multidões, samba, cachaça e carnaval na praia. A massa enfurecida, como vi naquela decisão, não recebe ordem e facilmente perde o controle transformando-se em turba. A turba é incontrolável.

Foi o que eu vi naquele evento e tenho certeza que o Clube de Regatas do Flamengo não tem culpa das administrações que afundaram o Rio e impedem que a sua bondosa e animada população possa voltar a viver com alegria. A revolta foi grande e não vejo como será diminuida por analfabetos e fanáticos que se impuseram pela força do dinheiro adquirido das piores formas, sempre aniquilando o poder de compra dos seus habitantes.

Um espetáculo doloroso de se ver, dentro e fora do campo.

Te cuida, Brasília! O ódio que cultivaste, caminha para ti.

Roberto Caminha Filho, economista, nacionalino e flamenguista, está com medo da turba.

 

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