Gilmar Mendes já diz o que Raquel Dodge deve fazer. É o cúmulo da desfaçatez e da falta de cerimômia

Raquel Dodge tomou posse como procuradora-geral da República, nesta segunda-feira, em solenidade na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, com a participação de ministros do Supremo Tribunal Federal, políticos e do presidente Michel Temer (PMDB).

Vejam o que disse Gilmar Mendes, no ato de posse, a respeito das decisões tomadas por Ricardo Janot, antecessor de Raquel: “Certamente haverá revisões. Não vou dar opinião sobre isso (mas já dando). Certamente a procuradora-geral vai fazer uma reanálise de todos os procedimentos que estão a sua disposição, de maneira natural ou provocada, para certamente evitar erros e equívocos que estavam se acumulando”.

É incrível. É muita desfaçatez, muita falta de cerimônia. É o velho Gilmar, como bom mato-grossense do meio rural, ditando ordens como se falasse com seus empregados, apenas e tão somente porque defendeu a indicação do nome da procuradora junto a Michel Temer.

Todo cuidado é pouco, porque quando não há moderação, a esperteza exagerada termina comendo o próprio esperto, como dizia Tancredo Neves.

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