Escândalo

Denúncia de que uma empresa paulista, com capital social de R$ 1 mil, faturou R$ 45,5 milhões do governo do Estado do Amazonas não pode ficar sem resposta.

Trata-se da empresa Nplan – Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda., que embolsou essa dinheirama toda por um “relatório de poucas páginas”, contratada pelo governo sem licitação, apenas para dizer quanto um banco deveria pagar pela administração dos serviços de pagamento da folha dos servidores e de fornecedores do Estado, durante o governo do hoje senador Omar Aziz.

Como a denúncia tem origem em processo em curso no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas – TCE, tem-se no caso mais uma forte razão para que tudo seja devidamente apurado e em seus mínimos detalhes. Há indagações que precisam ser desde logo respondidas: quais os serviços efetivamente prestados pela contratada Nplan, por que houve dispensa de licitação, quais os sócios da empresa ou quem está por trás da sociedade, como chegou ao Amazonas, qual o resultado final dos trabalhos oferecidos ao contratante e como foram alcançadas importâncias tão vultosas?

O Ministério Público do Estado, ao lado do Ministério Público de Contas do TCE, com a urgência das urgências, precisa investigar o contrato e a participação de todos os envolvidos no imbróglio criminoso, a fim de serem responsabilizados por seus atos.

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