Delação, como única alternativa para Melo

Melo tem 72 anos. Segundo fontes confiáveis e especialistas em Direito Penal, deverá ser condenado pela prática de vários crimes, diante de provas robustas e materiais reunidas contra sua pessoa. E as penas devem ser pesadas, estimando-se que podem chegar a mais de 20 anos de prisão.

Considerando a idade avançada do ex-governador, torna-se ainda mais difícil sua situação, restando-lhe como única alternativa socorrer-se da delação ou colaboração premiada, que lhe permitiria cumprir um tempo mínimo em regime fechado, operando-se, na sequência, os demais regimes prisionais, em boa parte já sob prisão domiciliar.

No início, logo após a prisão, há sempre alguma ou até muita resistência a respeito da opção pela delação. A propósito, veja-se o que aconteceu com Marcelo Odebrecht, que dizia punir seus filhos quando um apontava o dedo na direção de outro, frente à acusação sobre a prática de qualquer malfeito no âmbito familiar. No entanto, com o tempo e sob a expectativa da condenação inexorável, a capacidade de suportar o peso dos fatos e da prisão vai sendo inteiramente quebrada, como ocorreu no caso do ex-presidente da maior empreiteira do país.

Evidente que Melo, mais cedo do que se possa imaginar, avaliará com seus advogados todas as hipóteses possíveis, especialmente em função da realidade que os autos dos processos criminais espelharão no momento próprio.

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