Decisão da Assembleia do Rio atropela e agride o Poder Judiciário

“Suas Excelências” não deram a mínima para a opinião pública e escarnecem da população fluminense e brasileira, uma vez que o caso tem ampla repercussão nacional. Mandaram às favas qualquer mínimo escrúpulo e determinaram a soltura dos três deputados presos por determinação do Tribunal Federal do Rio de Janeiro, os conhecidos e indefectíveis Jorge Picciane, Paulo Melo e Edson Albertassi.

Como pretendiam evitar que os três passassem o fim de semana e o feriadão no xilindró de Benfica, a ordem foi expedida diretamente para o diretor da cadeia, que mandou soltar imediatamente os indigitados. Como, pelo ordenamento jurídico e legal brasileiro, que, imagina-se, ainda em vigência, somente o juiz é quem prende e solta, o ato de “suas excelências” atropela e agride o Poder Judiciário, que nem sequer foi comunicado da decisão dos “ilustres” parlamentares, parceiros de bancada e de poder dos presos, investigados pela prática de pesados crimes contra o erário fluminense.

Bem, o Supremo Tribunal Federal abriu a porteira, com o voto da presidente Carmen Lúcia no caso Aécio Neves, que transferiu ao Poder Legislativo a última palavra sobre qualquer ação que envolva seus membros. Assembleias pelo Brasil afora seguem o andor. Agora, com a Nação, aguentamos todos os resultados de tão desastrada decisão judicial do mais elevado tribunal do país.

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