De disparate em disparate, Arthur não anda nada bem ou anda no mundo da lua

Vejam os leitores o que disse Arthur Virgílio Neto ao jornal Folha de São Paulo, edição de hoje, ao falar sobre sua condição de candidato a candidato a presidente da República pelo PSDB, dentre outros disparates:

“O sr. é contra alianças do PSDB com quais partidos?
Tem um monte, o PMDB, o PP. O espírito é sairmos da escravidão de vender a alma por causa de tempo de TV.

Mas o senhor se aliou ao PMDB no seu Estado.
Já, já me aliei. Não deu certo. Eleitoralmente, a gente ia ganhar mesmo. O que a gente propõe é mudar e melhorar”.

Em primeiro lugar, Arthur Virgílio Neto jamais ganharia a eleição, jamais seria reeleito prefeito de Manaus, porquanto seria derrotado pelo candidato do PMDB, no caso, o então deputado federal Marcos Rotta. A administração de Arthur já vinha sendo na época bastante mal avaliada pela população, enfrentando uma sucessão de problemas graves, em todos os setores, até hoje não resolvidos. A jogada de mestre – e aí deve-se realmente tirar o chapéu para a esperteza do prefeito – foi evitar que o PMDB tivesse candidato próprio, ao aliar-se a seu arqui-inimigo Eduardo Braga, cacique local da legenda no Amazonas. A eleição de Rotta a prefeito, que terminou como vice de Arthur, era dada como favas contadas, tanto é que o tucano quase perde a disputa para o candidato Marcelo Ramos.

Se a aliança não deu certo, como observa o prefeito, é porque o próprio resolver romper com Braga, logo após ter sido reeleito, deixando de apoiá-lo como candidato ao governo do Estado, em retribuição ao apoio recebido do peemedebista, em pleito suplementar, no qual foi derrotado pelo atual governador Amazonino Armando Mendes. Arthur Neto temia que o senador Eduardo Braga no comando do poder estadual dele tão cedo não saísse, com razões talvez justificadas, uma vez que já o derrotara em eleição para o senado, em 2010, ao lançar e apoiar a candidata eleita Vanessa Grazziotin.

Arthur, ainda não inteiramente satisfeito em dar o troco a Braga, foi além e retirou seu vice Marcos Rotta das fileiras do PMDB, sem nenhuma cerimônia, filiando-o ao PSDB, certamente com o único propósito de espezinhar ainda mais seu antigo inimigo pessoal e político, mesmo porque já anuncia que não deixará a Prefeitura de Manaus. Também constata-se que anda no mundo da lua, ao entender que faz a melhor Prefeitura de Manaus na história do Município, admitindo-se o prefeito mais competente do hemisfério, contra a opinião dos manauaras, próxima da unanimidade.

Tudo indica que ao prefeito não restará outra opção, a não ser a de continuar na Prefeitura, com seu filho devidamente apadrinhado na chefia da Casa Civil do Município, constatado o absurdo de seus sonhos megalômanos de representar os tucanos na corrida presidencial, onde não tem o aval sequer de um único líder de expressão mínima no partido.

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