Carta do economista Osiris Silva ao presidente da Federação das Indústrias do Amazonas

Caro presidente Antonio Silva,

Face ao encontro do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, com o empresariado e os meios políticos do Estado, a ocorrer no auditório da FIEAM às 15 hs de amanhã, 7, tomo a liberdade de trazer à discussão, por oportuno, penso eu, e propor nova leitura da CARTA DE MANAUS – ZONA FRANCA DE MANAUS 2073, elaborada a “n” mãos por ocasião da realização, em 28 de abril, do Seminário Zona Franca de Manaus 2073, promovido pela Associação PanAmazônia e essa FIEAM, evento que reuniu expressivo número de empresários, técnicos, gestores públicos, e formadores de opinião, que foi enviada em 5 de maio de 2015 ao então ministro Armando Monteiro, da Iindústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior – MDIC

A tônica do encontro foi o debate sobre o futuro da economia regional, com foco no modelo ZFM. Foram apresentados avanços, obstáculos, e anseios os quais se encontram condensados no documento, em anexo, do qual consta também lista completa de todos os palestrantes, de cujas apresentações se retirou a referida síntese.

No encaminhamento da Carta de Manaus, o organizador do evento, economista Francisco de Assis Mourão salientou que os pontos tratados no documento se prestam para balizar a elaboração de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do modelo Zona Franca de Manaus e da economia regional amazônica como um todo. 

Finaliza solicitando a atenção e apoio do ministro, dito amigo da ZFM, que, efetivamente, nunca se concretizou. 

Quero, nesta oportunidade, me referir ao fato de que além deste lúcido documento, em anexo reproduzido, outras “cartas e memoriais” já foram elaborados e encaminhados ao longo dos anos a autoridades federais sem repercussão concreta. Tais documentos podem, contudo, sinalizar meios importantes para elaboração de projeto de desenvolvimento ajustado ao novo horizonte de tempo fixado em 2073. Uma necessidade absolutamente urgente e fundamental para conferir nova configuração ao modelo, ajustado ao padrão tecnológico do mundo desenvolvido.

Certamente consensual entre os que estudam e buscam novos mecanismos visando o aperfeiçoamento do modelo ZFM, sem tal redirecionamento a alternativa é o caos. Queira Deus esteja errado, porém o período da debâcle do ciclo da borracha, iniciado a partir de 1912, ainda se encontra bem nítido em nossas mentes, servindo, com efeito, como sinalizador inequívoco do risco que corremos. 

Osiris M. Araujo da Silva – economista e escritor. 

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