Brasília e Bastilha: Rimam?

      Madrugada, chuva em Manaus. Eu não tinha nada para procurar e a minha vista passou pelo Google e parou na Bastilha de Saint-Antoine, que foi construída para servir de portal de entrada para o bairro de Saint-Antoine, em Paris. Dá rima, e se der música, com Brasília, gostaria de estar por lá com o meu aparelho de barbear Gillete Fusion, tremendo mais que o Parkinson do Nuzman Lalau.

A Bastilha, símbolo do absolutismo francês, foi inaugurada como Bastião e era um portal de entrada, depois, presídio. A Papuda, símbolo do presidencialismo brasileiro, em Brasília, saiu na frente e começou como presídio de tudo que não era bom. Agora, colocam por lá tudo que não presta. Na Bastilha, colocaram intelectuais e politicos como Foucquet, o homem da máscara de ferro, duque de O’rleans, Latude, Voltaire, Bassompierre, entre outros. Aí vem a Papuda e esculhamba a guerra hospedando só gentalha. A Bastilha passou a guardar presos politicos e a Papuda encheu as celas com pessoas que o povo, há anos, queria vê-los presos.Tem lá suas semelhanças.

Havia na França uma grande insatisfação popular por causa dos exagerados gastos com a nobreza, com padrecos e politicos. Até então, poucas semelhanças com Brasília, e aí entrou uma tal de burguesia. Essa turma pagava imposto e sabia que era só para custear a vagabundagem desenfreada das classes dominantes. Na Papuda não há padres, só vigários.

Na Bastilha brasileira, o Presidente Lula, tal qual o Rei Luis XVI queria fazer com a Áustria, fez acordos com Fidel, Chaves, Evo e outras sumidades da Universidade do Inferno.

O Rei Luis XVI resolveu tirar graça, tal qual o Presidente Temer, do Brasil, está fazendo. Aumentou os impostos para o povo pagar e foi para o baile. Os burguesinhos da França foram para uma sala ao lado e sairam com uma nova carta constitucional, derrubando tudo. A nova constituição acabou com todos os privilégios, começando a escrever em todas as paredes: liberdade, igualdade, fraternidade. E assim, cortando pernas e pescoços, acabaram com o foro privilegiado. Foram até a Bastilha e soltaram os presos politicos, que sabiam fazer a coisa pegar fogo.

Aí reside o perigo em Brasília. O povo se rebela, vai para as praças e shoppings, toca horror em todos aqueles gramados e, para dar uma semelhança histórica, vai até a Papuda e solta os políticos presos, esquecendo que os franceses soltaram os presos politicos e os intelectuais.

Vai dar titica na História do Brasil. De novo.

O Eduardo Cunha-20 anos, o Rocha Loures-10, os Geddeis-ninguém sabe, os Batistas Brothers, o Palocci, Delúbio Soares-5, o Gim Argelo-19, João Genu-8, o José Dirceu-23, o João Vaccari-15, o Luiz Inácio-9, o Cerverózinho-5, o Renato Duque-20, juntos, misturados e soltos, em Brasília ou Curitiba, de novo? Esses intelectualóides, gangsters, genocidas, esquizofrênicos paranóides, jumentos e outros adjetivos, ganharão as ruas?

Vamos pensar bem o que vamos fazer. Lá na Queda da Bastilha e não na Papuda de Brasília, passaram a Gillet no pescoço do Luis XVI e o facão no gogó da Maria Antonieta. Vai que os brasileiros de Brasília levem a coisa ao pé da letra. Passarão o giletaço no gogó do Temer, e aquele dedo nervoso vai rodar uns dois dias na telinha da Globo. E a nossa primeira dama? linda, pura, honesta, sem ter feito seu baile de debutantes e já vai pagar caro, e com a vida, o mal feito do seu Lobo Bobo? Negativo! Vamos imitar a Revolução Francesa até a morte do Rei Luis XVI. A nossa Maria Antonieta não merece colar seu nome na catinguenta História do Brasil. Desta forma, claro!

 

Roberto Caminha Filho, economista, historiadorzinho e cientista político. Cientista politico é aquele que inventa politico? Se for, eu não serei, mas que é bonito…É.

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