Balões de ensaio, com Arthur Virgílio Neto e Manuela D’Ávila

Nenhuma das duas candidaturas a presidente da República, de Arthur Virgílio Neto e de Manuela D’Ávila, é levada a sério. Nenhum dos dois tem a menor inserção política nacional e ambos sabem perfeitamente disso.

O que os dois pretendem é tão somente ganhar cacife que lhes permita disputar eleições em seus estados, no Amazonas e no Rio Grande do Sul. Manuela D’Ávila entende que tem condições de candidatar-se ao governo pelo PC do B, enquanto Arthur Virgílio Neto está de olho no Senado, representando o PSDB, consciente de que não tem a menor chance de êxito numa disputa para o governo.

Manuela é deputada estadual e não enfrenta o desgaste de Arthur, como prefeito de Manaus, que experimenta uma das administrações mais críticas e ruinosas da história do Município, extremamente deficiente em vários de seus aspectos, um desastre, do trânsito caótico ao nível deplorável de conservação de suas avenidas, ruas e corredores urbanos.

Mas, como estarão em disputa duas vagas para o Senado, tudo é possível, embora a eleição deva mostrar-se como das mais difíceis da história política do Estado, com a Lava-Jato no rastro de alguns postulantes, como já é de conhecimento da população amazonense.

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