A ordem jurídica e a ação contra o PP – Reflexões de Joviana Cavaliere Lorentz

“Ordem Jurídica é coisa que o poder público ainda não entendeu o que é. Vejamos.

Com estardalhaço o MP moveu a primeira ação de improbidade pedindo que o PP DEVOLVA dois bilhões e trezentos milhões de reais.

Quando examinamos o pedido vemos que o valor que pode ser efetivamente considerado como roubo de dinheiro público fica em torno de quinhentos milhões de reais.

Temos aí uma conta simples em que vemos alguém que rouba “500” é condenado a devolver “2.300”, em conta que não obedece a Lei Civil a que o Estado como óbvio está obrigado a cumprir.

Então me pergunto e pergunto ao MP. Quem é o maior ladrão. O que rouba “500” ou o que usa subterfúgios para obter um ganho de “1.800” lavado por legislação absolutamente inconstitucional.

E, como o Brasil não é para iniciantes, logo após a Constituição de 1988 os tais procuradores do Estado, da união e dos municípios (advogados “concursados”) passaram a ter direito de receber honorários em cada ação ganha pelos seus patrões, o povo.

Uma conta rápida como a feita acima revela que nossas instituições facilmente se tornam organizações criminosas, mantidas a salvo de qualquer inconveniente legal, sem qualquer compromisso que não seja ganhos pessoais, pois quanto maior o valor cobrado, lícito ou não, maior o ganho.

Para mim é claríssimo que precisamos de nova Constituição para estabelecer limites bem claros para o poder do Estado, poder que o povo só concede para ser servido por ele e não “comandado” como até hoje fazem nesse país” (Joviana Cavaliere Lorentz).

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