2018, no Amazonas, certezas e incertezas

Em 2018, pelo menos até o momento, apenas uma única certeza: Amazonino Mendes candidato à reeleição. Tem tudo para sagrar-se vitorioso, ainda que em termos, porquanto na dependência do andar da carruagem de seu próprio governo provisório.

Amazonino, em princípio, não terá competidores realmente viáveis. Eduardo Braga, demonstrando juízo, admite que não será mais candidato ao governo, pondo-se desde logo como concorrente à reeleição para o Senado. Arthur Virgílio Neto, se for prudente, ainda que a prudência não caracterize lá muito bem suas ações, deverá completar o mandato como prefeito de Manaus, desistindo de disputar o governo ou nova eleição para o Senado. A candidatura do tucano a presidente da República não é levada a sério. Omar Aziz que poderia candidatar-se ao governo, com a vantagem de concorrer no exercício de mais 4 anos no mandato de senador, diz que não participará do processo eleitoral, limitando-se a apoiar quem lhe merecer a preferência ou a confiança.

Mesmo assim, não se pode de pronto descartar uma chapa que reúna Amazonino, Braga e Arthur, com os dois últimos candidatos ao Senado, mantido o primeiro como candidato à reeleição, com o apoio de duas poderosas máquinas do poder. Caso contrário, sem a chancela de Amazonino, talvez seja mesmo aconselhável que Braga dispute uma cadeira na Câmara Federal, como já anuncia que o fará a senadora Vanessa Grazziotin, sem a mais remota chance de reeleger-se.

Há complicadores. Não podemos esquecer de que cerca de 54% do eleitorado amazonense votou em branco, anulou o voto ou se absteve, deixando de comparecer às cabines de votação. Portanto, um nome novo pode muito bem ser aventado, ainda que de difícil identificação, considerando sobretudo a pobreza histórica de possibilidades concretas no Estado e o fato de que é sempre complicado ou impossível improvisar-se em política.

Tem-se também que levar em conta que a Lava-Jato e outras operações similares ainda chegarão ao Amazonas, ainda neste ano de 2017, agora em outubro ou no máximo em novembro, causando estragos definitivos sobre reputações, com fatos que certamente inviabilizarão projetos e aspirações eleitorais e políticas.

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